Teocracia

A lei divina está acima da lei humana, e governar é aplicá-la.

Posição na matriz: linha 1, coluna 3 · eixo econômico à esquerda · eixo social identitário

Sustenta que a autoridade política deriva de uma revelação religiosa e que o governo existe para fazer cumprir a lei sagrada. Não há separação entre crime e pecado. A economia costuma ser mista, com propriedade privada preservada e forte redistribuição por meio de obrigações religiosas — o zakat islâmico, o dízimo, as fundações de caridade.

Existiu na Genebra de Calvino, nos Estados Pontifícios e, na forma contemporânea mais conhecida, no Irã pós-1979. Diferente do conservadorismo religioso, que quer influenciar as leis, a teocracia quer que a lei religiosa seja a lei.

A objeção principal é que ela não tem como acomodar quem não crê. Se a legitimidade vem de Deus, discordar do governo vira heresia, e não oposição legítima. Também não há mecanismo de correção: nenhuma eleição pode revogar o que se entende como vontade divina.

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