Progressismo identitarista
Tratar como iguais quem partiu de lugares desiguais só congela a desigualdade.
Posição na matriz: linha 2, coluna 2 · eixo econômico à esquerda · eixo social identitário
Sustenta que raça, gênero, sexualidade e origem produzem desvantagens estruturais que a lei formalmente neutra não corrige. Por isso defende políticas que reconhecem grupos: cotas, ações afirmativas, legislação específica contra discriminação. A ideia de opressão sobreposta — a interseccionalidade de Kimberlé Crenshaw — é central.
Vem da teoria crítica, dos movimentos por direitos civis e do feminismo acadêmico, com Judith Butler entre as referências mais citadas. No Brasil, é o campo em que o PSOL se firmou eleitoralmente, sobretudo nos grandes centros urbanos.
A crítica liberal clássica, de linhagem hayekiana, é que distribuir direitos por pertencimento a grupo é a mesma operação formal usada historicamente para excluir — muda o sinal, não a estrutura. Há também a objeção de que atribuir a pessoas a experiência média do seu grupo é uma forma de apagá-las como indivíduos.
Como Associado da Amazon, eu recebo por compras qualificadas.
Descubra em 5 cliques se este é o seu perfil e monte sua colinha para as eleições de 2026 →