Comunismo
A propriedade privada dos meios de produção deve acabar, e o Estado conduz a transição.
Posição na matriz: linha 1, coluna 1 · eixo econômico à esquerda · eixo social identitário
Defende que terras, fábricas e bancos deixem de ter donos particulares e passem ao controle coletivo, planejado por um poder central. O objetivo declarado é acabar com a divisão da sociedade em classes: se ninguém é dono dos meios de produção, ninguém vive do trabalho alheio. O mercado é substituído por um plano, e a distribuição segue a necessidade, não a capacidade de pagar.
A formulação vem de Marx e Engels no século XIX, mas a versão que moldou o século XX é a de Lênin, que acrescentou a ideia de um partido de vanguarda dirigindo o processo. Foi o modelo da União Soviética, da China de Mao e de Cuba. No Brasil, o PCB de 1922 é a raiz de uma tradição que se dividiu muitas vezes e hoje sobrevive em siglas pequenas.
A crítica central é econômica e política ao mesmo tempo. Sem preços de mercado, o planejador não tem como saber o que é escasso — foi o argumento de Mises e Hayek, e a experiência soviética deu força a ele. E concentrar toda a economia em quem tem o poder concentra também a capacidade de silenciar quem discorda, o que os regimes comunistas do século XX fizeram em larga escala.
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